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Portadores de deficiência vivem em "outra Curitiba"

Em novembro de 2002, um acidente de trânsito mudou a vida do policial militar Hemerson Kovalski... A deficiência fez o policial ver a cidade de uma outra forma, devido à necessidade de uma infra-estrutura que antes lhe era despercebida... Fonte: Prefeitura Municipal de Curitiba. Publicado em 13/11/2007 às 12:29.
imagem do policial Hemerson Kovalski entrando no seu corsa branco

Em novembro de 2002, um acidente de trânsito mudou a vida do policial militar Hemerson Kovalski. Durante uma investigação, o veículo dirigido por ele capotou ao ter o trajeto interrompido por um ciclista, na Cidade Industrial de Curitiba. Kovalski ficou tetraplégico.

A deficiência fez o policial ver a cidade de uma outra forma, devido à necessidade de uma infra-estrutura que antes lhe era despercebida. "O acidente me fez ver o quanto Curitiba oferece em infra-estrutura para os deficientes, como as rampas nas calçadas, os elevadores das estações-tubo e dos ônibus, as mensagens gravadas nos ônibus expressos e nos Ligeirinhos, ou as pistas táteis para cegos", diz ele.

Na época do acidente, Kovalski permaneceu dez meses de cama. Hoje, aos 36 anos, descobriu novamente o prazer de viver. Cinco anos após o trauma, ele ganhou medalha de ouro, por equipe, e de prata, por classe, no tênis de mesa dos Jogos Parapan-Americanos, em agosto, no Rio de Janeiro.

A limitação física não impede Kovalski de ter uma vida ativa. Ele dirige pela cidade seu Corsa branco adaptado, ano 2004, faz compras, busca os filhos na escola e estaciona, quando vai ao centro, em uma das oito vagas implantadas na rua Marechal Deodoro, que foi revitalizada pela Prefeitura há poucos meses. As vagas são sinalizadas com o símbolo internacional de pessoas com deficiência

Kovalski faz parte de um grupo de cerca de 180 mil pessoas que precisam de equipamentos especiais para ter mais mobilidade e acessibilidade em Curitiba. Uma pesquisa da Assessoria Especial de Assistência à Pessoa com Deficiência, da Prefeitura de Curitiba, mostra que cerca de 10% dos curitibanos têm algum tipo de deficiência e precisam de todas ações possíveis para melhorar a acessibilidade e a mobilidade na cidade, como a recente revitalização da rua Marechal Deodoro. O secretário do Governo Municipal, Rui Hara, diz que a Prefeitura faz ações conjuntas com os representantes da assessoria especial. "O atendimento aos deficientes é uma prioridade da gestão Beto Richa."

A engenheira civil Vivian Baeta de Faria, coordenadora do Programa de Acessibilidade do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura e Agronomia do Paraná (CREA-PR), disse que obras como a revitalização da Deodoro, que ganhou infra-estrutura para atender integralmente pessoas com deficiência, são experiências que devem ser levadas a outros pontos da cidade. "Também são importantes o Plano Setorial de Mobilidade, que está sendo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), que aperfeiçoa e amplia a acessibilidade no município, e o decreto municipal que padroniza as calçadas, visando a mais segurança para a circulação de pedestres em geral."

Para José Juarez Martins, cego e representante dos deficientes visuais na Assessoria Especial, as gravações nos ônibus expressos e nos ônibus Ligeirinhos, que informam as próximas paradas nas estações-tubo, foram um avanço. "É uma facilidade para os deficientes visuais."

Leomir Barbosa Bill é deficiente visual e usa regularmente o sistema de transporte público da cidade. Ele elogia as conquistas obtidas pelos deficientes e faz sugestões para melhorar o sistema. "Curitiba há muito se antecipa às demais cidades, cuidando dos deficientes de forma especial. Mas não é só o poder público que deve ser cobrado. As pessoas não deficientes também precisam fazer sua parte: não estacionar nas vagas para deficientes, não obstruir as rampas, ter paciência na hora em que o deficiente precisa subir no ônibus ou descer de um carro e cuidar melhor das calçadas em frente a suas casas ou comércio", diz.

A Assessoria Especial de Assistência à Pessoa com Deficiência foi criada há 20 anos no papel, mas só foi realmente ativada em 2005, com representantes dos quatro tipos de deficiência - visual, auditiva, física e mental. A Assessoria participa de ações do Município que de interesse dos deficientes. O treinamento de motoristas e cobradores, habilitados a tratar os deficientes com cuidado, a construção de calçadas antiderrapantes, a instalação de pistas táteis, a entrada em operação da nova frota de ônibus equipada com elevadores, a reforma dos terminais de transporte, os painéis digitais nos coletivos, permitindo ao passageiro saber onde é a próxima parada, são alguns dos exemplos da participação da Assessoria, que funciona na praça Plínio Tourinho, sem número - Rebouças. O acesso é pelos portões da rua Engenheiros Rebouças. O telefone é 3362-7284.

Medidas para mobilidade e acessibilidade em Curitiba:

- Gravações em áudio nos ônibus, que informam as próximas paradas nas estações-tubo

- Elevadores nas estações-tubo e nos ônibus

- Pistas táteis nas calçadas para deficientes visuais

- Semáforos sonoros para deficientes visuais

- Rampas para cadeirantes

- Placas com o nome de ruas em braille

- Calçadas antiderrapantes

- Painéis digitais nos ônibus, informando a próxima parada

- Painéis digitais nos ônibus, informando a existência de elevador

- Participação dos representantes da Assessoria Especial de Pessoas com Deficiência nos grupos de trabalho que discutem projetos urbanos.

- Isenção de tarifa de ônibus para deficientes de baixa renda.

Dicas de apoio

A mobilidade, a acessibilidade e o relacionamento com pessoas com deficiência são facilitados por algumas medidas:

• Cadeira de rodas, bengala e muletas são como partes do corpo da pessoa. Apoiar-se ou encostar-se na cadeira é o mesmo que se apoiar ou se encostar na pessoa;

• Ofereça ajuda ao deficiente, mas não insista. Ao aceitar a ajuda, a pessoa com deficiência dirá o que fazer;

• Se a conversa durar mais de alguns minutos, sente-se, se possível, de modo a ficar no mesmo nível do olhar da pessoa com deficiência. Para quem está sentado, não é confortável ficar olhando para cima durante um período longo;

• Nunca movimente a cadeira sem a autorização prévia de quem a usa;

• Quando estiver empurrando o cadeirante e parar para conversar com alguém, lembre-se de virar a cadeira para que a pessoa participe da conversa;

• Sempre empurre a cadeira de rodas com cuidado, e preste atenção para não bater nas pessoas que caminham à frente;

• Ao subir degraus, incline a cadeira para trás para levantar as rodas da frente e apoiá-las sobre a elevação;

• Ao descer um degrau, faça-o em marcha à ré. Apóie as rodas da cadeira para que a descida seja sem solavancos. Para subir um ou mais degraus em seqüência, peça ajuda a terceiros;

• Se estiver acompanhando pessoa com deficiência que ande devagar, com ajuda ou não de bengala ou aparelhos, mantenha-se ao lado e acompanhe os passos dela;

• Mantenha muletas ou bengala sempre perto da pessoa deficiente.

Fonte: Prefeitura Municipal de Curitiba

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Comentários

imagem de Anônimo

parabéns!!!!

quero parabenizar a cidade modelo que Curitiba é!!!! e tudo isso é possível por contar com pessoas empreendedoras e que buscam o bem-estar do ser humano, através da inclusão!!!!

Parabéns!!! resido em Poços de Caldas, MG. formada em educação física adaptada e venho com projetos para a prefeitura de Poços.

obrigada,
Thaís Moraes Viti.

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